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Artes manuais e moda: por que essa conversa é tão importante

February 9, 2015

 

Você abre uma revista de moda ou entra em um blog e vê um look lindo. Uma peça-chave que você precisa ter agora. Vamos falar de um “kimono”, por exemplo. Se você gosta de ler várias revistas e vários blogs é bem capaz que veja essa mesma peça várias vezes, aumentando ainda mais a vontade de tê-lo. Você precisa. Dele. Agora.

 

Qual a melhor fonte para conseguir o tão sonhado kimono? As fast fashion, é claro! Se as brasileiras demoram um pouco mais para trazer aquele modelo, você vai direto na Zara. Encontra, experimenta, compra a tão sonhada peça.

Você usa com todo o orgulho fashion. Uma, duas, três vezes. Todo mundo que segue minimamente a moda vai usar também. Todos os blogs continuam falando. Até aquela blogueira loira e patricinha, que você não gosta muito, e que vive fazendo publiposts duvidosos, está usando. Você cansa. Adeus, kimono! Qual peça é indispensável eu comprar agora?

 

Todo esse processo deve ter acontecido de um a três meses, mais ou menos, embora às vezes o tempo de vida da peça-desejo seja mais curto. A internet e o fast fashion superaceleram nosso desejo de consumo. Por um lado, a moda é democrática e todo mundo pode usar o que a Taylor Swift usou ontem. Mas, por outro, o impacto ambiental e social está fazendo muita gente pagar seu preço; e a gente, daqui do nosso mundinho, não tem mais nenhuma conexão emocional com as roupas que temos no armário. Tudo é muito rápido e descartável, enjoamos fácil.

 

Quem viveu os tempos em que era preciso mandar fazer a roupa na costureira (ou a “modista”), o que, no Brasil, não faz mais do que 20, 30 anos, sabe o valor emocional que uma roupa pode ter. Mandava-se fazê-la copiando um modelo da revista ou de lojas de grife, inacessíveis para a maioria das pessoas. Demora um tempo, há mais de uma prova, a expectativa da roupa ficar pronta. Ele é feito sob medida para as curvas do seu corpo, sem aquele problema da roupa pronta que essa-calça-serviria-mas-não-passa-na-minha-coxa. Uma graça ou outra pode ser colocada na roupa, como uma gola de crochê, uma aplicação, ou até um vestindo inteiro bordado (e não aquele bordado industrial, de máquina).

 

O que a gente vê de uns tempos para cá é uma volta a esses tempos. Customização em peças prontas, valorização do artesanato (muita gente volta a fazer artes manuais que estavam esquecidas), muita gente voltando a costurar. Senão, a revista Burda seria lançada agora no Brasil? Haveriam tantos cursos de artesanato por aí? As costureiras de bairro não estariam conquistando cada vez mais espaço? O tal movimento slow (slow food, slow fashion, slow...) se tornaria tão popular?

 

O que muita gente quer é poder usar roupas com alma novamente. Gostar de verdade da roupa e não jogar no lixo depois de usar meia dúzia de vezes. Por isso é que é importante a gente olhar cada vez com mais carinho para as artes manuais e mostrar a melhor maneira de colocar elas pra dentro da moda. Não é muito bom amar a roupa que a gente veste?

 

 

 

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