Essas mulheres invisíveis - as costureiras


Costureiras (1950), de Tarsila do Amaral. Fonte: MAC Virtual

Por favor, valorizem as costureiras!

Pergunta para pensar durante a semana: quem é que faz a sua roupa?

Pergunta difícil, mas necessária. Não estamos aqui falando sobre quem a desenhou, a pesquisa de criação para chegar à coleção, quem fez o molde etc. Estamos falando sobre o chão de fábrica mesmo. Há tudo quanto é tipo de função no chão de fábrica das confecções, mas vamos falar da principal executora: a costureira.

Horas de trabalho pesado – ficar curvada sobre a máquina costurando não é tarefa fácil – remuneração baixa, pouca valorização da profissão. Só não pense que é coisa recente: sempre foi assim. Durante toda a sua história, ser costureira, por ser uma profissão feminina, a sociedade deu conta de torna-la inferior, mal-remunerada. Havia, no passado, uma diferença bem clara entre o alfaiate, o trabalhador masculino do corte e da costura, e a costureira.

O que não se percebe é que toda a história da moda, tudo o que foi feito, não existiria se não existissem as mãos invisíveis que fazem a roupa.

Tanta desvalorização teve consequências. Atualmente, faltam costureiras no mercado de trabalho porque quem atua mesmo são mulheres mais velhas, com anos de experiência. As mais novas fogem do ofício, há opções melhores para se trabalhar por aí. Mesmo muitas das experientes muitas vezes abandonaram a profissão.

Precisamos urgente pensar nessas profissionais que fazem nossa roupa.

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