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Sem medo de ser Amélia

March 6, 2015

 

O feminismo nos ajudou a conquistar muitas coisas. Com ele, paramos de estar presas aos estereótipos femininos de dona do lar, esposa e mãe dedicada por natureza. Pudemos romper barreiras e conquistar o mercado de trabalho.

 

Lá nos anos 60, quando as mulheres jovens estavam conquistando muitas coisas com as quais suas mães mal poderiam ter sonhado, a gente ficou até com certa repulsa das tarefas femininas. Cuidar da casa? Bordar o enxoval? Costurar roupas? Pra que, se agora, com tudo tão moderno, podemos comprar roupas prontas! Ficou evidente para muitas jovens nessa época, eu inclusive, que esses trabalhos femininos eram degradantes, não tinham nada a ver com a nossa nova posição na sociedade.

 

(Ah, e também porque éramos, ainda, obrigadas a fazê-los, o que os tornava mais ainda indigestos).

 

Depois, porém, a minha relação com as manualidades mudou. Eu não era mais obrigada a fazer nada, certo? Comecei a fazê-las por pura iniciativa minha, interesse e prazer. Virou algo tão delicioso que não consegui parar mais e decidi me especializar em vários tipos de trabalhos manuais.

 

Se você parar pra pensar, esses trabalhos manuais são essencialmente femininos, passados de mãe para filha, de avó para neta e de tia para sobrinha. É uma sabedoria popular, feminina, que sobreviveu ao longo do tempo.  

 

Os trabalhos manuais de costura e outros tipos são considerados normalmente inferiores porque são associados a atividades das mulheres. Ora, se há tempos nós não consideramos mulheres como inferiores aos homens, também não deveríamos considerar esses trabalhos como menores, mas sim ter orgulho deles e de sua história.

 

Por isso é que defendo as atividades femininas, o “orgulho de ser Amélia”. É não ter vergonha de gostar de costurar, de fazer trabalhos manuais, ou de cozinhar, ou de cuidar da casa ou do jardim. É ter liberdade pra gostar dessas coisas. E também liberdade pra não gostar. Mesmo vivendo em uma sociedade ainda machista, já temos consciência de que mulheres são muito mais complexas, interessantes e diferentes entre si para se encaixar num estereótipo ou no outro, não é?

 

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